Casal cearense abre restaurante em SC com mandioca até na sobremesa.

Casal cearense abre restaurante em SC com mandioca até na sobremesa.

Para empreender no ramo gastronômico em Florianópolis (SC), o casal de cearenses Samilla Paiva, 31, e Roberto Mosanio, 35, decidiu investir em um produto que está diariamente em suas refeições: a mandioca.Em agosto de 2016, eles abriram a mandiocaria Oka de Maní, restaurante em que a mandioca é ingrediente principal em petiscos, pratos principais e até em sobremesas e bebidas.

O faturamento médio mensal da empresa é de R$ 60 mil. O lucro não foi revelado. O investimento inicial foi de R$ 200 mil.

O casal, que mora na cidade há oito anos, já pensa em abrir uma filial em 2018. Segundo Mosanio, esta nova unidade seria instalada na região central de Florianópolis, com parte da reserva de lucros acumulados até o momento e com a possibilidade de crédito junto a bancos de fomento.

“Investimos permanentemente. Estamos agora em uma fase de consolidação do negócio e fortalecimento do conceito e, como somos pioneiros, destinamos muitos recursos ao marketing para apresentar às pessoas o que é uma mandiocaria”, diz.

Segundo Mosanio, o marketing representa 5% do orçamento da casa e é voltado, principalmente, para redes sociais. A partir do ano que vem, diz ele, a ideia é investir mais em publicidade convencional.

A expectativa dos sócios é de que em cinco anos terão o retorno do investimento. O negócio tem seis funcionários e um serviço terceirizado de entrega em domicílio.

Experiência na gastronomia.

A Oka de Maní, única mandiocaria em Santa Catarina, segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), não foi a primeira experiência do casal no ramo gastronômico.

Administradora, Samilla trabalhava como gerente de um restaurante de massas até as vésperas da abertura da mandiocaria. Mosanio havia sido dono de uma empresa que organiza eventos.

Olhávamos pelo bairro as opções que existiam e só encontrávamos ‘mais do mesmo’. Como dois bons cearenses, apaixonados por mandioca, achamos essa opção interessante.

Roberto Mosanio, dono da mandiocaria

Dos dadinhos ao petit gateau.

O cardápio da Oka de Maní oferece sete opções de entrada, dez pratos principais, seis saladas, além de nove opções de recheios servidos com tapioca, crepioca, mandioca rosti ou escondidinho. Os preços variam de R$ 14,90 a R$ 64,90.

“Todos os nossos pratos mostram a versatilidade da mandioca, desde a raladinha al dente da rostie, em forma de purê nos escondidinhos, servida com a cremosidade dos bobós, ou na forma de nhoque, sem esquecer de suas farinhas, como as tapiocas e crepiocas.”

As opções mais vendidas são os dadinhos de tapioca e queijo coalho com molho agridoce de pimenta (R$ 17,90), o nhoque de mandioca ao molho de espinafre com salmão grelhado (R$ 36,90) e o petit gateau de tapioca (R$ 18,90).

Por R$ 8 é possível tomar uma dose de Tiquira, cachaça obtida a partir da destilação da mandioca fermentada.

Nome tirado de lenda indígena Segundo o casal, o nome do restaurante foi tirado de uma lenda de uma tribo indígena da floresta Amazônica.Segundo a narrativa, publicada na página do restaurante no Facebook, uma indiazinha muito branca chamada Maní morreu logo após seu nascimento.Desolada, a mãe enterrou o bebê em uma oca. No local cresceu uma planta, que, ao ser arrancada da terra, revelou-se uma enorme raiz, com o interior tão branco quanto sua filha Maní.A essa raiz, os índios teriam dado o nome de maníva, depois manioka e mandioca.

Além do nome, dizem os donos, a mitologia indígena também está presente no conceito do restaurante e na decoração do ambiente –há menções à arte e à cultura brasileira, sobretudo com símbolos indígenas.

Ir na contramão é o caminho

Simone Amorim, coordenadora da Alimentação Fora do Lar do Sebrae em Santa Catarina, diz que apostar em um produto novo é uma forma eficiente de atrair o público.

A novidade sempre desperta o interesse e, no momento em que se tem um excesso de restaurantes do mesmo tipo, ir na contramão desse movimento pode ser benéfico.

Simone Amorim, do Sebrae-SC

Ela diz que é necessário manter a identidade que chamou a atenção do público (pratos feito à base de mandioca), mas sem deixar de inovar.

“Podem ser feitas parcerias e até a venda de pratos que não estão no cardápio, acompanhando a sazonalidade dos ingredientes da região, mas sempre focado no posicionamento da empresa”, afirma.

Em relação à criação de filiais, Simone diz que é preciso fazer primeiro uma análise profunda das contas e, principalmente, do público que se quer atingir no novo local.

Categoria Notícias

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